Atuação conjunta entre Estado e comunidade é defendida em mutirão de plantio de árvores no Lago Norte



O presidente em exercício da CLDF, deputado Delmasso (Republicanos), plantou uma muda de jacarandá. Ao todo, os voluntários vão plantar 500 mudas no parque


Foto: Silvio Abdon.

O Parque Ecológico do Lago Norte – Módulo I vai contar, a partir desta sexta-feira (15), com mais 500 árvores nativas do cerrado. Mudas de angico, urucum, ipês e outras espécies começaram a ser plantadas nesta manhã em mutirão organizado pelo Comitê de Voluntariado Ambiental da Câmara Legislativa. Durante a ação – fruto de parceria com o Brasília Ambiental (Ibram), Novacap e administrações regionais do Lago Norte e Varjão – foi destacada a importância da articulação entre Estado e sociedade na conservação dos parques ecológicos.

O secretário-geral do Ibram, Thúlio Moraes, representando o presidente Cláudio Trinchão, considerou a iniciativa do voluntariado, envolvendo órgãos públicos e comunidade, "uma revolução na gestão das unidades de conservação": "É importante trabalhar de forma integrada, pois os parques pertencem a toda a população do DF".

"A gente vive num mundo em que os governos estão assoberbados. Os voluntariados são espaços de participação social importantes, em que os cidadãos podem contribuir", apontou Rejane Pieratti, superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) do Brasília Ambiental.

A ideia de ajudar a plantar árvores no Parque do Lago Norte agradou à menina Rafaela Alves, 9 anos, moradora do Varjão. Levada pela tia Joana Alves ao mutirão, a criança disse estar feliz por poder plantar, pela primeira vez, uma árvore. A tia, apreciadora de plantas, escolheu a muda: tarumã do cerrado. "Eu procuro estimular, em casa, o cultivo de plantas", contou Joana.

Muito perto de onde Rafaela plantou a primeira árvore de sua vida, o presidente em exercício da CLDF, deputado Delmasso (Republicanos), plantou uma outra variedade do cerrado, jacarandá. O distrital ressaltou ser importante "sair das quatro paredes e mostrar que queremos fazer entregas diretas para a população". Ele informou, ainda, que mutirões semelhantes ao realizado nesta manhã irão acontecer no Parque Bernardo Sayão, no Lago Sul, em fevereiro; e no Três Meninas, em Samambaia, em março.

À frente da Administração do Lago Norte, Marcelo Ferreira elogiou a ação de reflorestamento do comitê de voluntários da CLDF, destacando que a região administrativa abriga 120 nascentes. Já o administrador do Varjão, Lúcio Rogério, classificou o mutirão no Parque do Lago Norte como "fantástico" e ressaltou que a área é "um cinturão verde que favorece todo o DF".

Parque do Lago Norte

O Parque Ecológico do Lago Norte possui dois módulos, ambos na mesma poligonal. O módulo II está localizado perto da ponte do Bragueto e é bastante conhecido. Já o módulo I – onde foi realizado o plantio de árvores nativas – está localizado próximo à pista principal da região administrativa, perto da área dos Centros de Atividades (CA), e não possui nenhum cercamento físico.

Segundo Rejane Pieratti, o módulo I tem um perímetro de seis quilômetros lineares, mas a ideia é ampliar os limites. Tanto a superintendente do Ibram como o deputado Delmasso defenderam, também, a colocação de cercas na área, como forma de aumentar a conservação do parque.

Voluntariado

Criado em 12 de novembro de 2020, o Comitê de Voluntariado Ambiental da Câmara Legislativa trabalha por meio do engajamento voluntário de servidores da Casa e de outros membros da sociedade civil. O programa visa a promover medidas para recuperar áreas degradadas, com a sua revegetação com espécies nativas e exóticas, conforme definições técnicas dos órgãos competentes; estimular o plantio de árvores nativas, além de realizar debates e palestras voltados para a educação ambiental. A atuação do voluntariado envolve, ainda, parcerias com entidades públicas e privadas.
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